domingo, 29 de março de 2015

O MUNDO





Esta noite, pouco importa o que diz o Mundo...
Nada é relevante... Nada é impossível...
Porque hoje lembrei-me do meu Pai e da sua alegria em viver....



quarta-feira, 25 de março de 2015

LIBERTAR





Este não é um bom lugar para estar…
O silêncio incomoda e as palavras, quando as há, ofendem…
Por isso, não falo… 
Falarei longe daqui quando a noite sorrir e eu me libertar....



sábado, 21 de março de 2015

O TEMPO





Não sei o que dirá o tempo ...
De mim... De ti...
Ou desta noite em que desafiamos o Mundo....



quarta-feira, 18 de março de 2015

VIL




Hoje, fala-se em traição…
Traição vil, violenta… O lado escuro da alma, da noite, da vida…
Mas o pior de tudo, é não haver remorsos nem arrependimentos…
E pensar-se que é intocável…


sexta-feira, 13 de março de 2015

O CONVIDADO SURPRESA




O tema do jantar: Máscaras de Veneza.
As cores: preto, branco e dourado.
A mensagem: sedução sofisticada.

A mesa está pronta – a toalha é branca, o tecido damasco. Os guardanapos, também de damasco, também brancos, estão dobrados em triângulo. Os pratos, de design moderno, são pretos com um friso dourado igual ao dos copos.

Optou-se por um arranjo floral simples, de flores campestres e as velas, que se acendem agora, são douradas.

Os convidados obedecem às directivas e as cores dominantes no vestuário são o preto e o branco e o dourado foi escolhido para as máscaras.

Apenas um destoa: está vestido completamente de preto e a máscara é branca, lisa, sem qualquer arabesco.


Quando lhe perguntam o que representa, diz numa voz neutra: “Sou a Morte!”....

Nota:

Excerto do conto enviado para a Editora Pastelaria Studios e subordinado ao tema "Adivinha quem vem jantar"

terça-feira, 10 de março de 2015

ESMAGADAS





Esta noite sonhei com as palavras perfeitas…
Mas acordei vazia, sem vida, sem nada…
Como se as palavras, que sonhei perfeitas,
tivessem sido esmagadas pela violência da chuva...



sábado, 7 de março de 2015

REINVENTAR




Se fechar os olhos, posso:
Sentir...
Cheirar...
Escutar o mar....
A conquistar, a possuir, a amar a areia...
E depois... recuar silencioso e majestoso...
Reinventando-me....